14 Março 2012

Mini nas urgências do hospital

O assunto é o do costume: tosse, tosse, tosse, ranho, nariz entupido, tosse e mais tosse. Umas noites mal dormidas, uns dias passados assim-assim, faltas na escola e.. já falei em tosse? Pois. Aquilo que lhe estávamos a dar não estava a fazer efeito. Hospital com ela, porque o pediatra de sempre não estava disponível.
Chegámos às sete da tarde. A sala semi-cheia. Choros e crianças rabugentas, mães e pais a atropelarem-se, a triagem que até funciona, mas os médicos demoram uma eternidade para atender. Duas horas depois, estávamos nós no limite da paciência, já a caminhar para a porta de saída, eis que chamam pelo nome dela. Lá foi.
Mas, nos entretantos da espera, eis que surge uma mãe com o seu filho. Fala alto e bom som na recepção, para que todos saibam que ela não está ali para brincadeiras. O meu filho foi agredido na escola e eu quero apresentar queixa!
Sem que ninguém dos presentes fizesse perguntas, fomos sabendo o que se passou: no corredor da escola, um grandalhão agarrou-o, enquanto mais dois lhe batiam, partiram-lhe a flauta na cabeça, o braço negro, a cabeça inchada, os olhos vermelhos, a visão turva, está maldisposto.. do colégio ninguém me avisou, ninguém me telefonou, só soube o que se tinha passado porque as duas testemunhas que viram tudo, contaram-me quando lá cheguei. E quando liguei para a direcção para me darem uma justificação, disseram-me que era bem feita, porque os míudos só têm brincadeiras parvas.. achas normal? -desabafava ela ao telefone com alguém.

Pois eu não acharia normal, vindo da escola que vem, pela quantia de quatro dígitos que deixa lá todos os meses, se fosse comigo, era bom que tivessem outra explicação para me dar. Que não me atirassem à cara com 'brincadeiras parvas de miúdos', porque mesmo que fosse o meu a começar a briga, tem de haver disciplina e respeito dentro da instituição e se, os pais escolhem determinado colégio e investem nele para a formação dos filhos, é bom que haja mais responsabilidade por parte de quem educa -e cobra fortunas.

E, depois disto, lá fomos embora, com a nossa piolha que, apesar da tosse e mais tosse, não pára quieta durante dez segundos. A ver vamos, que queremos as melhoras depressa.

08 Março 2012

Paula, a dentista

Se há pessoas que nasceram para exercerem certas profissões, a Paula foi uma delas! Nunca imaginei que uma primeira consulta pudesse ser um sucesso. A pequena, que ia "borradinha" e cheia de nervoso miudinho, simplesmente adorou! Desde a explicação de tudo o que estava à vista no consultório, para que serviam os instrumentos, como se utilizavam, ao sobe e desce e reclina da cadeira, tudo, mas mesmo, tudo foi-lhe explicado para que nao houvesse um único medo! E a linguagem e o modo carinhoso e divertido com que a Paula falou com ela, valem diamantes!
No fim, um balão feito com uma luva e um diploma de bom comportamento!
Descansados vieram os papás, que está tudo óptimo com as dentuças da pequena, que ao que parece, estamos a fazer um óptimo trabalho no que diz respeito à higiene oral!
Primeira ida ao dentista: prova superada com distinção!

27 Fevereiro 2012

filha minha


rezar antes de dormir

- Jesus, dá saúde a mim, ao Bowser, ao papá e à mamã, ao bebé, a todos os da minha família...

(não se esquece ninguém, nem as prioridades!)

Primeiro, eu vou-vos apresentar o Bowser.

Eis o amigo!
Esta criatura mora na imaginação da minha filha. Saiu do jogo do Mario kart e, de vez em quando, vem cá a casa. Sem querer dar muita importância à imaginação e criatividade de uma criança de cinco anos, ela incorpora a personalidade que ela criou para o amigo Bowser. Se me preocupo? Acho que para já, ainda não. Ela muda de voz, para ficar mais parecida com o amigo e dá uns beijinhos à dragão que são uma delicia. O Bowser mora em não sei quantos castelos e vem cá a casa à noite, porque é noctívago! Mas muito amigo das pessoas da nossa família, segundo ela, o que já é positivo.
Sinceramente, eu acho que foi a forma que ela arranjou de exorcizar o 'medo' ou 'receio' de uma personagem menos cutchi-cutchi, menos cor-de-rosa, menos peluche. Uma personagem mais 'obscura' por assim dizer, que se tornou dócil, meiga e amiga aqui da família.
Por isso, não.. ainda não me preocupam estes 'encarnar' de personagens!
E agora que já está apresentado, vou ali contar-vos outra coisa!

23 Fevereiro 2012

ainda do carnaval

a melancia e a abelha.



16 Fevereiro 2012

(engolir em seco)


- Mãe! É um menino ou uma menina?
- É um menino, filha.. não estás a ver?
- Então porque é que tem voz de menina?
- ... 

Três camadas de roupa depois..

.. lá enfiei o vestido de abelha, cabeça abaixo. Mais antenas, mais asas, mais patas às riscas.. e tu, a esvoaçar casa afora, zumbindo que nem uma maluca. Espero que te divirtas muito, minha abelhinha! :)

14 Fevereiro 2012

Porque te amamos, mais que a vida.


Onde é que tu vais buscar estas coisas?

- Sabes aquela música? Como é que se chama aquela música?!?
(e começa a trautear qualquer coisa como ta ta ta ra ta ta ra ta, que nenhum de nós decifra)
- Não sei, filha.. não conheço!
- Não sabes? Vá lá.. aquela música ta ta ta ra ta ta ra ta.. como é que se chama?
- Não sei! Não conheço!
- Mas o que é que se passa com o cérebro das pessoas da minha família? Esquecem-se de tudo? É?

...

E ficamos como duas abóboras a olhar para ti.